Delivery aonde ninguém mais entrega

Parceria entre Bdoo e naPorta irá levar o delivery para dentro das comunidades

Essa é uma novidade que vai agradar diretamente empresários e empresárias do setor food service de lugares onde os tradicionais apps de entrega não chegam. 

Duas startups nacionais, Bdoo e a naPorta, se uniram e trouxeram para o mercado de delivery uma parceria que tem como foco lugares nos quais os aplicativos de entrega não atendem no mercado.

Grande parte dos empreendedores dentro das favelas dependem principalmente do telefone e do WhatsApp para realizarem os pedidos em delivery, sem a possibilidade de uma rede de entrega rápida e fácil.

Os empresários Denis Lopardo, fundador da Bdoo e Sanderson Pajeú, CEO do naPorta, enxergaram uma possibilidade pouco explorada no mercado delivery.

A ideia do projeto é simplificar os processos dos pedidos para os empreendedores e trazer agilidade para os donos das marcas e para os consumidores. 

Tudo baseado em dados

Investir nesse projeto não veio sem muita pesquisa e apuramento de dados. O Data Favela em parceria com a Cufa e o Instituto Locomotiva divulgou uma pesquisa mostrando que existem mais de 15 mil comércios mapeados com CNPJ dentro das comunidades. 

  • Com mais de 13 mil favelas no Brasil, 5 milhões de domicílios e mais de 17,1 milhões de moradores, o mercado dentro das comunidades é cercado de preconceitos e vista grossa por empresários de fora das favelas.

Quando ampliado, o projeto fará com que as empresas que quiserem se inscrever no serviço estejam isentas de taxa de serviço. 

Já os entregadores serão contratados como MEIs e terão pagamento por entrega duas vezes maior do que a média do mercado.

"O dono do estabelecimento tem dois grandes problemas: é muito caro ter uma logística e o outro problema é que muitas vezes a comida começa a empilhar e o empreendedor não consegue fazer todas as entregas", explica Denis. 

Não será apenas delivery

Já para Sanderson, outra preocupação importante para a fundação do empreendimento é trazer a entrega que, muitas vezes, fica parada nos Correios.

 "Eu venho de uma periferia de São Paulo, e muitas vezes tive que ir ao Correio para conseguir pegar uma compra que fiz, porque eu tenho que pagar o frete e ainda assim ir pegar no correio?", questiona. 

O naPorta já opera sozinha como serviço de logística em algumas comunidades cariocas e paulistanas, e a expansão para algumas paulistanas já está nos planejamentos da marca. 

O projeto foi lançado oficialmente no dia 15 de agosto, na favela Rio das Pedras, no Rio de Janeiro. Até o final de 2022, as empresas têm como alvo outras 10 favelas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

 A visão da parceria é algum dia chegar também a comunidades ribeirinhas e áreas de difícil acesso, a partir da expansão dos negócios.

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Daniela Tremarin - Jornalista, fascinada por empreendedorismo, marketing digital e inovação. Responsável por informar o que há de novo no food service.
Escrito porDaniela Tremarin

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