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Entregadores do iFood ameaçam greve após revolta por precarização do trabalho

Stêvão Limana - Jornalista graduado pela UFSM, repórter da NDTV/Record TV em Blumenau (SC) e redator SEO da Saipos.
Escrito porStêvão Limana

Jornalista graduado pela UFSM, repórter da NDTV/Record TV em Blumenau (SC) e redator SEO da Saipos.

iFood: precarização do trabalho, revolta e ameaça de greve

Quem está planejando pedir um delivery nos próximos dias poderá enfrentar problemas em algumas cidades do Brasil. É porque desde a última sexta-feira (25), entregadores do iFood se mobilizaram e decidiram parar! Os profissionais reivindicam melhores condições de trabalho e os direitos básicos estabelecidos pela CLT. 

A convocação foi feita por meio das redes sociais e começou em Limeira (SP). Centenas de entregadores desligaram suas motos e não trabalharam durante o dia. Eles ficaram de braços cruzados em uma praça do centro da cidade.

O protesto continuou durante o sábado e o domingo, em Vitória (ES). Em entrevista ao portal Brasil de Fato, o profissional Rafael Souza afirmou que os donos do iFood estão “ganhando nas costas dos entregadores, dos estabelecimentos e dos clientes”.

De acordo com a organização do movimento, mais reivindicações devem ser registradas durante a semana em outras capitais, como: Cuiabá (MT), Florianópolis (SC) e Rio Branco (AC). 

Antigas reivindicações 

Em setembro de 2021, entregadores do iFood também pararam com a mesma pauta: melhorar a qualidade de trabalho para os entregadores. Na época, os profissionais chegaram a impedir que qualquer motoboy pudesse completar alguma entrega. 

Atualmente, quem presta serviço para delivery de restaurantes não possui nenhum tipo de vínculo empregatício com o iFood. Além disso, motocicleta, capacete, caixa térmica e demais acessórios são de propriedade e responsabilidade do próprio entregador. 

Portanto, na prática, os trabalhadores precisam arcar com todas as despesas e trabalham somente por demanda, ou seja, em momentos de poucos pedidos nos restaurantes, menor será o cachê. 

O iFood estabeleceu que o pagamento mínimo por corrida seja de R$ 5,31. O valor é fixo, inclusive para entregas de “rota dupla”, quando há dois ou mais pedidos para o mesmo endereço, por exemplo. 

Com o crescente aumento dos combustíveis, fica quase impossível ter alguma margem de lucro em cima das entregas, de acordo com os manifestantes. Por isso, o pedido é que haja o fim da rota dupla e o aumento da taxa mínima de entrega.

O que diz o iFood?

A empresa informou que “está trabalhando para melhorar o planejamento de entregas, com o objetivo de trazer mais previsibilidade para a operação e para os entregadores parceiros”. O iFood também salientou que “respeita as manifestações e que está com o diálogo aberto aos manifestantes”. 

Por isso, durante os próximos dias, não está descartada a possibilidade de novos protestos marcarem as principais cidades brasileiras.

Entregadores de outras plataformas também passam por problemas similares

Profissionais que prestam serviço para a Uber, 99 e Rappi também reclamam das baixas taxas de pagamento e do acúmulo de trabalho sem estabilidade. De acordo com a reportagem do jornal O Globo, muitos entregadores trabalham, no mínimo, 14 horas por dia para poder equilibrar o lucro após a alta dos combustíveis. 

Afinal, além do preço ser baixo, algumas plataformas cobram uma espécie de “comissão” para a manutenção dos aplicativos.

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