Cupom fiscal: o que era e como emitir?

O cupom fiscal era um documento utilizado em transações comerciais impresso por aparelhos como o ECF. 

Desde 1 de janeiro de 2026 ele passa a não existir mais. O ECT, SAT e similares estão extintos e o cupom passa a ser NFC-e.

A NFC-e é um documento eletrônico que é transmitido ao SEFAZ , que pode ser impresso em qualquer impressora comum ou enviado por e-mail ou QR code para o consumidor.

Entenda tudo sobre cupom fiscal com nosso guia completo

Após entender que o cupom fiscal foi substituído pela NFC-e, veja mais sobre como funcionava o cupom fiscal. 

o que era o cupom fiscal?

O que era o cupom fiscal?

O cupom fiscal era um documento que oficializava a realização de uma venda dentro do seu bar ou restaurante.

Garantindo assim a transparência para o seu cliente, comprovando valores e os produtos que foram adquiridos.

O cupom fiscal contava com as seguintes informações na sua extensão: 

  • Nome do estabelecimento;
  • Data e horário da compra;
  • Quantidades e descrições das mercadorias;
  • Valores e forma de pagamento.

Ele passava pela autorização do FISCO e por uma validação com assinatura digital do contribuinte (estabelecimento).

Além disso, para emiti-lo, era necessário passar pelo Emissor de Cupom Fiscal (ECF), que era homologado junto à SEFAZ (Secretaria da Fazenda) do estado de atuação.

O que era o cupom fiscal eletrônico (CF-e)?

Resumidamente, o cupom fiscal eletrônico, ou CF-e SAT (Cupom Fiscal Eletrônico do Sistema Autenticador e Transmissor), que é a versão digital do CF. 

Ele era nada mais do que um documento fiscal, com assinatura digital feita a partir do Certificado Digital, que oferecia garantia judicial. 

A emissão do CF-e era transmitida, assinada e armazenada pelo SAT. Este era o procedimento para emitir o documento de forma online. 

Desta forma, o único comprovante que o consumidor recebia em mãos era o extrato do CF-e-SAT, que não valiam como documento fiscal

Ele operava apenas como um comprovante de controle de gastos e aquisições. 

Além disso, a emissão dele dava acesso para a consulta do cupom fiscal eletrônico no site da Secretaria da Fazenda.

O único grande gasto com o CF-e era a impressora térmica, que podia ser adquirida por um valor entre R$200 e R$400.

O que era SAT?

O SAT era o equipamento projetado e homologado pela SEFAZ. Ele foi desenvolvido para substituir o cupom fiscal emitido pelo ECF

O Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons Fiscais Eletrônicos (SAT) transmitia ao FISCO todas as informações fiscais e documentava as vendas feitas nos estabelecimentos a partir do certificado digital. 

Além disso, ele não precisava estar conectado à internet 100% do tempo, já que armazenava os dados localmente.

Foi extinto em janeiro de 2026.

O que era pdv no cupom fiscal?

O pdv cupom fiscal representava o conjunto de equipamentos e softwares utilizados no ponto de venda para registrar e processar as transações financeiras, incluindo a emissão do cupom fiscal ou do Cupom Fiscal Eletrônico (CF-e). 

Esses sistemas variavam desde caixas registradoras tradicionais até soluções mais avançadas baseadas em tecnologias modernas, como softwares integrados, leitores de código de barras e impressoras térmicas.

Onde ficava o numero pdv cupom fiscal?

O número pdv no cupom fiscal era um identificador único associado ao local específico onde a transação de venda foi realizada. Esse número era geralmente impresso no próprio cupom fiscal e podia ser usado para referência em registros contábeis, rastreamento de vendas e outras finalidades administrativas.

Ele segue ativo na nota fiscal. 

O que era pdv na nota fiscal?

O pdv nota fiscal é um termo que pode ser utilizado para descrever o processo pelo qual as transações de vendas realizadas em um ponto de venda são integradas ao sistema de emissão de notas fiscais. 

É importante para a rastreabilidade e conformidade com os requisitos fiscais, garantindo que todas as transações sejam devidamente documentadas.

Onde fica o pdv na nota fiscal?

O pdv na nota fiscal, geralmente é identificado por meio de um número ou código específico. 

Esse número é inserido na nota fiscal para indicar o local específico de onde a venda foi realizada. 

Em alguns casos, o número do PDV pode ser um campo específico na nota fiscal, enquanto em outros sistemas, pode ser incorporado em outras seções, como um código de identificação ou referência. 

A localização exata do PDV na nota fiscal pode variar de acordo com o modelo e o padrão adotado pelo sistema utilizado.

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Cupom fiscal era importante por quê?

O cupom fiscal era importante para fins tributários, já que esse documento registrava todas as informações da compra. Isso também valia para restaurantes.

Além disso, em 2012, o governo federal sancionou a Lei nº 12.741/12, que obrigava a discriminação de tributos tanto na nota quanto no cupom. 

Isso quer dizer que o consumidor conseguia saber o quanto está contribuindo em cada produto em impostos como ICMS, PIS e Confins (que serão substituídos por IBS e CBS na reforma baseados).

Quem precisava emitir cupom fiscal?

No Brasil, a obrigatoriedade de emissão de cupom fiscal estava relacionada à legislação tributária e variava conforme a natureza do estabelecimento e a atividade econômica.

A seguir, são alguns dos tipos de estabelecimentos que geralmente eram  obrigados a emitir cupom fiscal:

  • Comércios Varejistas: lojas que vendem produtos diretamente ao consumidor final, como supermercados, lojas de eletrônicos, vestuário, e outros.
  • Restaurantes e Bares: estabelecimentos que fornecem alimentos e bebidas para consumo no local ou para viagem.
  • Farmácias: locais que comercializam medicamentos e produtos farmacêuticos.
  • Postos de Combustíveis: estabelecimentos que vendem combustíveis para veículos.
  • Prestadores de Serviços: alguns prestadores de serviços podem ser obrigados a emitir documento fiscal equivalente ao cupom, dependendo da legislação específica de cada município ou estado.

A legislação variava entre os estados e municípios. 

É importante que você saiba se o seu negócio está na lista dos estabelecimentos que precisam emitir nota fiscal

Como era emitir cupom fiscal sendo MEI?

Apesar da emissão não ser obrigatória para os Microempreendedores Individuais (MEI) era possível emitir cupom fiscal.

Aos que aderiam a emitir o documento, era importante frisar que um valor adicional não era cobrado. 

A única forma de tributação obrigatório pelo MEI é a guia da DAS.

Tão importante quanto era saber como emitir cupom fiscal para o seu negócio é garantir a saúde financeira do mesmo. Para te ajudar nesse processo, a Saipos montou a Planilha de Fluxo de Caixa Mensal.

Cupom fiscal valia como nota fiscal?

Talvez essa seja a maior pergunta sobre o cupom fiscal, mas a resposta é NÃO, o cupom fiscal não valia como nota fiscal, até porque eles não são a mesma coisa.

Ambos são documentos fiscais sim, mas existem diferenças entre CF-e e NF-e que não podem ser confundidas:

Cupom fiscal

Nota fiscal

Menos detalhado

Precisa ter mais informações fiscais

Feito da loja para o cliente

Deve ser feita em operações de venda, troca, transferência, devolução e compra

Não permite troca

Permite troca

Comprovante de compra entre comércio e cliente

Comprovante fiscal e financeiro

Quais eram os benefícios do cupom fiscal?

O cupom fiscal trazia diversos benefícios para você e o seu cliente, não somente pelo fato de ele ser simples, mas por questões de segurança também, assim como a NFe traz hoje. 

Quanto se trata de documentação fiscal, a SEFAZ sempre estará relacionada, então, é bom ficar por dentro. 

Se tratando de cupom, você terá algumas vantagens a partir do uso dele, como:

  • Agilizar processos;
  • Facilitar o controle de estoque;
  • Fornecer dados financeiros importantes;
  • Menos sujeitos a erros;
  • Acesso a formato digital;
  • Maior flexibilidade e segurança. 

Além disso, passou a ser fomentado pelo governo por meio de incentivos. O porque colocar cpf no cupom fiscal vem deste tipo de ação.

Além de ser obrigatório, o cupom fiscal é um documento que traz diversos benefícios para o seu negócio

Como simplificar a emissão de NFe no seu restaurante?

Nós sabemos que são muitas informações para uma boa gestão fiscal do seu restaurante. Mas, a boa notícia é que você não precisa estar sozinho nessa caminhada. 

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  • Controle de estoque com ficha técnica;
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  • Gestão de clientes através de relatórios com dados e preferências da base;
  • PDV personalizado, permitindo que você atualize cardápio e outras informações sempre que necessário;
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FAQ

Saiba mais sobre o assunto!

O cupom fiscal parou de existir?

Sim. Ele era emitido por equipamentos SAT. Hoje, substituído pela NFCe para adequação à reforma tributária.

A reforma tributária inicia quando?

O ano teste já iniciou em 2026. O período de transição será entre 2027 e 2033.

Calendário Fiscal 2026