O plano de contas para restaurante auxilia no processo de planejamento financeiro do restaurante. Afinal, através dele é possível analisar todos os registros de movimentações.
É um registro organizado de contas do seu restaurante, que pode ser usado pelo seu contador para uma visão mais clara das movimentações financeiras do negócio.
Essas informações são repassadas mensalmente ao profissional contábil responsável pelo seu estabelecimento, visando maior controle dos gastos.
Segundo a Abrasel, em 2025, cerca de 35% dos bares e restaurantes estavam com pagamentos em atraso. Para evitar esse cenário, garantir uma boa gestão financeira através de um plano de contas para restaurantes é essencial.
Neste guia, você vai aprender tudo que precisa para montar o seu e estruturar os seus custos e ganhos. Confira o que será abordado:

Para elaborar um bom plano de contas é importante seguir alguns passos para ter os melhores resultados dentro dos números e informações fornecidas para o contador.
É fundamental que você tenha cuidado com os documentos e informações fornecidas para que nenhum dado seja cruzado ou registrado de forma errada, contribuindo para que a conciliação bancária seja mais eficiente e precisa.
Confira as etapas para elaborar um plano de contas contábil:
Essa divisão é feita de forma hierárquica, mas de acordo com as necessidades do seu restaurante. Ou seja: não há um modelo específico, afinal, é baseado no seu negócio.
Dica da Saipos: caso queira ter visão detalhada por canal de venda, você pode separar por salão, delivery e aplicativos.
Vamos apresentar abaixo um exemplo para você se inspirar:
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Nível 1 (grupo) |
Nível 2 (subgrupo) |
Nível 3 (conta) |
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1. Ativo |
1.2 Ativo circulante 1.2 Ativo não circulante |
1.1.1 Disponível em caixa 1.2.1 Contas a receber 1.3.1 Estoques |
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2. Passivo |
2.1 Passivo circulante 2.2 Passivo não circulante |
2.1.1 fornecedores 2.1.2 obrigações trabalhistas 2.1.3 obrigações tributárias 2.1.4 despesas fixas 2.2.1 Empréstimos bancários 2.2.2 Financiamento de equipamentos |
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3. Patrimônio Líquido |
3.1 Capital Social 3.2 Lucros e Prejuízo |
3.1.1 Capital Social Integralizado 3.2.1 Lucros Acumulados 3.2.2 Prejuízos Acumulados |
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4. Receitas |
4.1 Receita Bruta 4.2 Outras receitas |
4.1.1 Vendas de alimentos 4.1.2 Vendas de Bebidas 4.1.3 Serviços 4.2.1 Quebra de estoque (sobras) |
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5. Custos |
5.1 Custos de alimentos 5.2 Custos de bebidas 5.3 Embalagens e descartáveis |
5.1.1 Carnes bovinas 5.2.1 Cerveja 5.3.1 Embalagem delivery |
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6. Despesas |
6.1 Despesas com pessoal 6.2 Despesas de ocupação 6.3 Despesas com utilidades 6.4 Despesas administrativas 6.5 Impostos e taxas |
6.1.1 Salários 6.2.1 Aluguél 6.3.1 Energia elétrica 6.4.1 Contador 6.5.1 Simples Nacional |
É importante que as divisões sejam feitas da maneira mais detalhada possível. Desta forma, será mais fácil de analisar as informações financeiras do seu restaurante.
Os componentes são pré-determinados pela Lei das Sociedades Anônimas. No entanto, vale destacar que é possível adequar o plano de acordo com as necessidades do seu restaurante.
Feito para suprir o que o seu negócio precisa, o plano de contas possui quatro categorias estruturais, sendo elas:
Os ativos são tudo o que seu restaurante possui e pode virar dinheiro, estoque, valores em caixa e valores a receber. Dessa forma, é a parte positiva do patrimônio do restaurante.
Essa categoria pode ser dividida em ativos circulantes e não circulantes. Os ativos circulantes são aqueles que têm um prazo inferior a um ano (12 meses), a partir da data do balanço. Esse é o período do ciclo operacional.
Já os ativos não circulantes são aqueles que têm um prazo superior a um ano (12 meses), a partir da data do balanço.
Os passivos são as contas e pagamentos que o seu restaurante precisa realizar. Essas são pagas, por exemplo, a fornecedores. Também se encaixam aqui os empréstimos.
Muitas contas ativas também são registradas como passivas. Afinal, o bem comprado agora é de posse da empresa, portanto, é ativo. No entanto, o pagamento ainda será ou está sendo realizado, tornando-o também passivo.
Assim como nos ativos, os passivos também são divididos em circulantes e não circulantes. Os passivos circulantes são aqueles que precisam ser pagos em um prazo inferior a um ano (12 meses), a partir da data do balanço. Esse é o período do ciclo operacional.
Os passivos não circulantes são aqueles que têm um prazo superior a um ano (12 meses), a partir da data do balanço, para serem honrados.

Na categoria de despesas entram as contas passivas, porém, aquelas relacionadas a pagamentos e a compras.
São divididas em duas categorias. Operacionais são necessárias para manter a operação funcionando, como despesas administrativas.
Já as não operacionais são o oposto, como patrocínios, por exemplo, não sendo cruciais para o andamento da empresa.
As receitas são todas entradas no caixa do restaurante, normalmente partindo de vendas. Além disso, também entra nessa categoria os rendimentos de investimentos.
Assim como despesas, também é dividida em operacionais e não operacionais. A primeira diz respeito a entradas geradas de forma direta. Já as não operacionais são o oposto, ou seja, de forma indireta.
É importante que as divisões sejam feitas da maneira mais detalhada possível. Dessa maneira, tudo será mais fácil de analisar, quando for necessário.
Afinal, ele consegue encontrar a informação que precisa com mais facilidade, economizando tempo e diminuindo a chance de erros.
Além disso, esse plano auxilia na montagem de relatórios importantes para a saúde financeira do restaurante, como Custo de Mercadoria Vendida (CMV) e o Gross Merchandise Volume (GMV).
A construção desse planejamento também serve para organizações futuras e constituição de uma estrutura de custos. Por fim, essa ferramenta ainda serve para evitar erros de escrituração, que geram grandes problemas para a empresa, quando acontecem.
As regras necessárias para montar um plano de contas contábil são definidas pela Lei n.º 6.404/76, a Lei das Sociedades Anônimas e pela Lei n.º 11.638. Ambas trazem um norte para a estruturação.
As leis em questão garantem maior transparência sobre os movimentos financeiros de uma empresa. Suas atualizações foram pensadas para que sua forma financeira fosse parecida com a do restante do mundo.
O plano deve ser montado de acordo com os princípios da contabilidade, sendo eles: entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e prudência.
Além de fazer de forma alinhada com as necessidades legais, assegurando as conformidades conforme o fisco e entendendo benefícios fiscais como o crédito presumido
Também é importante lembrar que ela será um pilar fundamental para sua empresa. Portanto, siga sempre as orientações de contabilidade.
Agora que você já sabe como elaborar um plano de contas, é hora de contar com uma ótima estratégia de gestão. Por isso, contratar um sistema que auxilia na gestão financeira é a melhor maneira de manter o seu negócio saudável.
Além disso, com uma ferramenta de gestão financeira de qualidade, como a Saipos, as tarefas administrativas são automatizadas e otimizadas. Dessa forma, você ganha tempo e qualidade na gestão.
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Saiba mais sobre esse assunto
A elaboração do plano de contas leva em consideração dados financeiros de entradas e saídas e documentos. É recomendado a orientação de um profissional contábil.
Os quatro grupos compõem um plano de contas contábeis são: ativo, passivo, despesas e receita e cada um deles possui suas subcategorias.
O planejamento de contas ajuda a encontrar informações importantes de forma rápida, diminui a chance de erros, auxilia na montagem de relatório e facilita o trabalho do contador.