Entender sobre as obrigações fiscais e o planejamento tributário para restaurantes não é tão complicado quanto parece!
Segundo dados da Receita Federal, de janeiro de 2026 , cerca de 53% das empresas brasileiras estão na categoria D de inadimplência, ou seja, com graves pendências com o Fisco.
Se planejar em relação aos tributos é uma forma estratégica de controlar gastos, economizar e evitar multas e autuações. Com a chegada da reforma tributária, isso é mais importante do que nunca!
Ou seja, traçar um estudo desenvolvido para prever as questões financeiras do seu empreendimento e selecionar a melhor tributação para o seu negócio é fundamental.
Dentro da gestão fiscal, o planejamento tributário poderá ser moldado de acordo com a modalidade da sua empresa.
Mas não se preocupe, vamos apresentar como se organizar para fazer um belo planejamento tributário! Veja abaixo:

Entender a distribuição dos impostos e como eles se aplicam no seu cotidiano evita problemas com o Fisco. Considere:
O setor de bares e restaurantes, em 2025, encerrou o ano com um crescimento de faturamento estimado em 4,5%, segundo a ANR.
Porém, ainda sofre com uma carga tributária que pode chegar a 30% do faturamento bruto.
A economia via planejamento tributário funciona em paralelo com a gestão financeira do seu negócio. Assim, você poderá desenvolver um orçamento empresarial eficaz.
Para restaurantes, é ideal que tenha um controle de gastos muito bem traçado, ainda mais com a ciência do imposto sobre comida que pode fazer com que seu investimento varie.
💡Por isso vale a pena ter um bom sistema de gestão para o seu restaurante, dessa forma todos os gastos, entradas e saídas de estoque e notas fiscais de fornecedores ficam registradas.
Para ajudar você a se organizar com as datas fiscais do ano, a Saipos preparou um calendário completo para seu negócio. Clique no banner e faça o download gratuito:
Para reduzir licitamente os impostos vinculados ao seu restaurante, existem 3 tipos de planejamento tributário para restaurantes:
Cada uma das opções acima requer um profundo conhecimento sobre todos os setores do seu restaurante. Seja administrativo ou operacional.
Isso porque todos os aspectos precisam ser levados em consideração para escolher a melhor estratégia. Assim, obtendo os melhores resultados.
Esse era o tipo operacional de planejamento tributário que se refere a redução dos tributos por meio da antecipação dos pagamentos.
O principal objetivo do planejamento tributário operacional era o de cumprir com prazos.
Porém, com a reforma, e a chegada do Split Payment, isso passa a ser um pouco diferente. Confira:
Para isso, é indispensável ter, a todo momento, um controle sobre toda a gestão do restaurante organizado e discernido, principalmente com a alta do setor.
Enquanto o operacional trabalha com o controle específico em tempo real da gestão do seu restaurante, o tipo estratégico visa definir propósitos a longo prazo.
O objetivo é contribuir para a definição do futuro da empresa, como prospecções a longo prazo, normalmente considerando entre cinco a dez anos.
Diferente do operacional, esse planejamento não é tão detalhado, mas requer uma visão clara do posicionamento empresarial, além de uma escolha estratégica do regime tributário.
Para refrescar sua memória, o regime tributário se trata do conjunto de tributos pertinentes a serem pagos pelo seu estabelecimento.
Existem três principais tipos de regime tributário no Brasil atualmente:
Para restaurantes, os mais utilizados são Lucro Presumido e Simples Nacional.
Todavia, vale a pena entender um pouco mais sobre cada um. Confira a tabela abaixo:
|
Regime Tributário |
O que é? |
Indicado para: |
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Simples Nacional |
Uma forma simplificada de conjunto de tributos. |
Pequenas empresas ou empreendedores/microempreendedores. |
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Lucro Presumido |
Tributos calculados a partir de uma previsão de lucros. |
Prestadores de serviços como dentistas e médicos |
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Lucro Real |
Tributos calculados a partir do lucro líquido da empresa no período a ser apurado. |
Empresas de grande porte/faturamento e franquias. |
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CBS e IBS |
Os novos impostos fiscais que substituem PIS, COFINS, ISS, ICMS e parcialmente IPI. |
Empresas do simples nacional poderão optar por recolher IBS e CBS por fora do regime simplificado para que seus clientes (principalmente eventos ou B2B) aproveitem os créditos. |
Simplificando, é possível entender o planejamento tributário estratégico como uma forma de lidar com a gestão da empresa de maneira a enquadrá-lo no objetivo futuro.
Em outras palavras, traçar um caminho estratégico para economizar com os tributos desde já visando onde a empresa chegará em, no mínimo, cinco anos.
O planejamento tributário tático é elaborado para funcionamento a médio prazo, cobrindo entre 1 e 3 anos.
Esse tipo, assim como o estratégico, requer uma visão bem definida dos objetivos do restaurante, porém foca no desenvolvimento de cada setor.
Enquanto o planejamento estratégico observa a empresa de maneira geral, o planejamento tático vai elaborar objetivos setoriais.
Ou seja, a segregação de metas de acordo com a área dentro da empresa.
Assim, pode até mesmo ser visto como o ponto de equilíbrio entre o operacional e o estratégico por demandar um controle atual e uma visão futura das metas.
No caso de um restaurante, você pode entender essa segregação de setores como cozinha, recepção, atendimento, financeiro e administrativo, por exemplo.
Confira abaixo um vídeo que a Saipos preparou para auxiliar você!
Outro ponto importante para se considerar ao organizar o planejamento tributário para restaurantes, é entender as obrigações fiscais de um administrador.
As obrigações fiscais são tributos e ações regulamentadas pelo governo que são necessários para o funcionamento legal da empresa.
No caso de um contrato social de um restaurante, você deverá se atentar para:
Cada item acima precisa estar regulamentado e seguir de acordo com o definido legalmente.
Os documentos contábeis principais para se ter em um restaurante são:
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Demonstração do Resultado do Exercício - DRE |
Resumo do controle de gastos e caixa, utilizado para entender lucros e prejuízos. |
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Livro razão |
Histórico detalhado de transações realizadas a partir do livro diário. |
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Livro diário |
Controle cotidiano de fluxo de caixa. |
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Balanço patrimonial |
Relatório preciso da situação financeira da empresa, considerando bens, dívidas e lucros. |
A partir dos documentos citados acima, a gestão administrativa do restaurante também tem um controle de origem e destino do financeiro.
Assim, consegue ter uma visão mais clara do futuro do restaurante, além de conseguir elaborar estratégias para crescimento e otimizar processos atuais.
Para restaurantes, a emissão da NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica) é indispensável.
Serve para evitar problemas fiscais e garantir os direitos tanto do consumidor quanto do restaurante.
Por meio da nota fiscal, confere-se questões relacionadas ao serviço prestado ou produto vendido. Quando restaurante, imposto sobre comida e produtos ofertados, por exemplo.
Vale a pena se atentar para o pagamento regular dos impostos.
O cálculo dos tributos como PIS e COFINS para bares e restaurantes, por exemplo, é feito de acordo com a modalidade do regime tributário conforme mencionado mais acima.
Confira os principais impostos cobrados para restaurantes:
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Tributo |
O que é? |
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IRRF - Imposto de Renda Retido na Fonte |
Desconto mensal diretamente aplicado no salário daqueles com renda superior ao valor estipulado (apenas para carteira assinada). |
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CSLL - Contribuição Social sobre Lucro Líquido |
Recai sobre o lucro líquido da empresa durante o período-base, antes do cálculo para o Imposto de Renda. |
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INSS - Instituto Nacional do Seguro Social |
Contribuição para a manutenção do Regime Geral da Previdência Social. |
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Gfip - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social |
Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social que contém os dados de vínculos empregatícios e remunerações de uma empresa. |
|
ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços |
Imposto estadual que incide sobre circulação de mercadorias e serviços de comunicação e transportes. |
|
COFINS - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social |
Imposto federal incidindo sobre a receita bruta da empresa. |
|
FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço |
Fundo de garantia para proteger o trabalhador de demissão sem justa causa. |
|
IRPJ - Imposto de Renda para Pessoa Jurídica |
Imposto federal para empresas com CNPJ ativo. |
|
PIS/PASEP - Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público |
Programa governamental para bonificar empregados da iniciativa privada e pública, e prover recursos para projetos de desenvolvimento do Banco de Desenvolvimento Social (BNDES) |
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CPP - Contribuição Previdenciária Patronal |
Contribuição previdenciária para financiar a Seguridade Social (de acordo com a legislação: “conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinado a assegurar o direito relativo à saúde, à previdência e à assistência social”). |
Vale lembrar que, desta lista, ICMS e COFINS são mensais para a maioria das empresas.
Iniciadas em 2026, as mudanças da reforma trazem impacto em todos os setores do país. Ela propõe a unificação de impostos e a transparência dos tributos. Com a reforma:
Mudança dos tributos: IBS e CBS chegam para unificar PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI.
O ano de 2026 é o ano teste, pois traz a cobrança das alíquotas simbólicas de 1% antes do período de transição.
Todas as informações ficam disponíveis no portal do governo com o cronograma completo e anotações fiscais!
A adaptação à reforma tributária vai muito além de escolher o regime fiscal ou recalcular preços, ela envolve um verdadeiro redesenho da operação.
Mas esse processo não precisa ser complexo contando com ajuda de quem entende do assunto!
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Operacional, estratégico e tátil são os três tipos que podem ser utilizados para ajustar as necessidades do seu negócio e garantir uma boa gestão.
Sim. Com o novo sistema de arrecadação, os impostos são descontados diretamente do pagamento do cliente no ato do pagamento, ou seja, não é mais possível fazer aquela "caixinha" até a data de pagamento das guias.